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UM POUCO SOBRE ALGUNS QUE TRANSMITIRAM A NOVA REVELAÇÃO

 

PRECURSORES DE JACOB LORBER: Jacob Boehme (1575-1624) e Emanuel Swedenborg (1688-1772)

JACOB LORBER

 

Sobre a vida desse instrumento da Graça e do Amor Divinos, existe uma pequena biografia, dada por um amigo e conterrâneo.

Nascido a 22 de julho de 1800, numa pequena vila de nome Kanischa, na Áustria (hoje Eslovênia), era filho de pais que viviam do cultivo da vinha.

Cursou com grandes sacrifícios o ginásio, dando aos colegas mais novos aulas de música. A contingência da vida, porém, obrigou-o a interromper seus estudos e a empregar-se como professor, o que lhe proporcionou os meios para concluí-los.

Como teve oportunidade de ouvir e conhecer pessoalmente o grande violinista Paganini, recebendo até algumas aulas desse “virtuose”, surgiu em sua alma o desejo de abandonar o professorado e dedicar-se exclusivamente à música.  Mas também esta ocupação não o satisfazia inteiramente.  Interessava-se muito pela astronomia, tanto que construiu um telescópio para aprofundar-se nas maravilhas do céu estelar.  Nos livros de conterrâneos iluminados, como Justinus Kerner, Swedenborg, Tennhardt, Kerning e outros, principalmente no Livro dos livros, a Bíblia, procurava conhecimentos do mundo dos espíritos e sua relação com a nossa vida.

 

            Convocação

Assim se passaram quarenta anos de sua vida simples, quando um conhecimento notável lhe mostrou qual a missão que as Forças do Céu lhe destinavam.

Era março de 1840, quando Lorber recebia de Trieste uma oferta para regente, que representava para ele um bom sustento material.  No dia 15, porém, quando Lorber acordava cheio de esperança e alegria e fazia uma prece matinal, eis que ouve uma voz no coração: “Levanta-te e escreve!”.

Perplexo, ele obedece a essa voz.  Toma da pena e escreve as palavras que ouvia numa admiração sagrada, como um fluxo de pensamentos claros no seu coração:

“Assim fala o Senhor para cada um e isto é verdadeiro, fiel e certo: Quem quiser falar Comigo que venha a Mim e Eu lhe darei a resposta em seu coração. Somente os puros, cujos corações são cheios de humildade, deverão ouvir o som de Minha Voz.  E quem Me prefere diante de todo mundo, quem Me ama como uma noiva dedicada ama seu noivo, com este Eu caminharei de braços dados; poderá ver a Mim como um irmão vê seu outro irmão e como Eu o vi desde Eternidades, antes que ele existisse!”

 

Enquanto Lorber ouvia e escrevia estas palavras, as lágrimas lhe corriam. Teria o Altíssimo o considerado digno de dar uma mensagem à Humanidade, como fez com os profetas? Isto era quase inacreditável! A Voz, porém, continuava a falar com toda a clareza e persistência, tanto que Lorber se viu obrigado a pegar de novo da pena para escrever o que lhe era dito. E assim surgiu um capítulo inteiro, cheio de maravilhosos ensinamentos de amor e sabedoria.  No dia seguinte, o mesmo --- um capítulo após outro!

Podia ele se esquivar dessa voz maravilhosa? ---- Não! ---- Mas, e o emprego em Trieste? Não seria uma loucura desistir de um ganha-pão certo, por causa desse fenômeno que não sabia explicar?

 

           Voz Interna do Espírito

Mas o convocado resistiu à tentação. Seu coração não almejava dinheiro nem posição, e dedicou vinte e cinco anos, ou seja, a vida toda, à Voz maravilhosa de dentro do seu coração.

Todas as manhãs, ele sentava à sua pequena mesinha e escrevia ininterruptamente, sem pausa nem correção, como se estivesse recebendo um ditado.

Quanto à maneira pela qual ouvia essa Voz, certa feita, interrogado por uma pessoa mui devota, recebeu a seguinte resposta:

“Isto que o Meu servo, materialmente tão pobre, faz, todos os Meus verdadeiros adeptos deveriam fazer. Para todos servem as palavras do Evangelho: “Deveis ser ensinados por Deus! Pois quem não for conduzido pelo Pai, não chegará ao Filho”.   Isto significa que deveis alcançar a Sabedoria de Deus através do amor vivo e ativo para Comigo e com vosso próximo! Pois todo verdadeiro e ativo amor de cada um, sou Eu Mesmo em seu coração, como o raio do sol age em cada gota de orvalho, em cada planta e em tudo que existe nesta terra. Portanto, quem Me ama verdadeiramente, de todo coração, já possui dentro dele a Minha Chama de Vida e Luz!  É compreensível que desta maneira se estabeleça uma correspondência entre Mim e uma criatura cheia de amor para Comigo, assim como uma semente sadia germina um fruto abençoado num solo fértil e debaixo do raio solar.

Este Meu servo é um testemunho de que isto é possível para todas as criaturas que cumprem os mandamentos do Evangelho!  E digo mais: Nada se consegue somente pela devota veneração da Minha Onipotência Divina!  Tais cristãos beatos há muitos no mundo.  Entretanto conseguiram pouco ou mesmo nada. Tudo depende da criatura se tornar cumpridora do Meu Verbo, caso queira alcançar a Minha Voz Viva em si.  Eis uma orientação para todos!”

 

           As Obras Da Nova Revelação

Deste modo, surgiram as seguintes obras: A Doutrina Divina, O Sol Espiritual, Bispo Martim, Roberto Blum, A Terra e a Lua, O Sol Natural, Explicações de Textos da Escritura Sagrada, O Saturno, Correspondência entre Jesus e Abgarus, Cartas do Apóstolo Paulo à Comunidade em Laudicéa, Dádivas do Céu, A  Infância de Jesus, O Menino Jesus no Templo e outras.

 

 

 

 

 

A obra principal, porém, a coroação de todas as outras, é o presente “Grande Evangelho de João”, em onze volumes.  Nele, possuímos uma narrativa minuciosa e profunda de todas as palavras e obras de Jesus. Todos os segredos da Pessoa de Jesus Christo, bem como Sua Verdadeira Doutrina de Fé e Amor, são desvendados nesta Revelação Única. A Criação surge diante de nossos olhos como um acontecimento imponente de evolução, com as maiores e maravilhosas metas da Salvação Espiritual! Todas as perguntas concernentes à vida são esclarecidas neste Verbo Divino. Ao lado da Bíblia, o mundo não possui obra mais importante!

Possa a presente obra em vernáculo, trazer as Bênçãos e a Luz do Céu como maior dádiva que o Pai poderia proporcionar a Seus filhos de boa vontade!

 

Rio de Janeiro, RJ,   novembro 1951

 

 Yolanda Linau                                            tradutora alemão / português

 

 

 

JACOB LORBER

 

Jacob Lorber nasceu em 22 de julho de 1800, em Kanischa, pequena vila nas margens do rio Drau, na Áustria. Era filho de pais pobres, que viviam do cultivo da vinha. Desde a escola primária, revelou um notável talento musical e aprendeu a tocar harpa, violino, piano e órgão. Cursou durante 5 anos o ginásio, mas devido a uma série de dificuldades o largou, mantendo-se em seguida como professor particular. Sua tentativa de obter a nomeação para professor de uma escola regional não teve êxito; desanimou e resolveu dedicar-se agora inteiramente à música.

Nos anos de 1830 a 1840 ele dava aulas.  Fez composições e apresentou-se em consertos públicos, uma vez até no teatro Scala de Milão. Ao mesmo tempo, cultivava particular interesse pela astronomia e dedicava-se ao estudo de obras espirituais, sobretudo dos grandes místicos Jacob Boehme e Swedenborg.

Aos 40 anos, lhe veio inesperadamente uma oferta para regente de orquestra em Trieste, proporcionando-lhe finalmente um bom sustento material. Aceitou --- e preparava-se para partir, quando seus planos foram interceptados por um acontecimento de ordem transcendental.

Foi em 15 de março de 1840, após fazer sua prece matinal, quando Lorber ouviu uma voz no coração: “Levanta-te, e escreve”! --- Obedeceu a esta chamada misteriosa e escreveu as palavras que ouviu numa admiração sagrada, como um fluxo de pensamentos claros no coração:

 

“Assim fala o Senhor para cada um e isto é verdadeiro, fiel e certo: Quem quiser falar Comigo que venha a Mim, e Eu lhe darei a resposta em seu coração. Somente os puros, cujos corações são cheios de humildade, deverão ouvir o som de Minha Voz. E quem Me prefere diante de todo mundo, quem Me ama como uma noiva dedicada ama seu noivo, com este Eu caminharei de braços dados; poderá ver a Mim como um irmão vê seu outro irmão e como Eu o vi desde Eternidades, antes que ele existisse!”

 

 

 

Era a hora de sua convocação. E a Voz continuou a falar e surgiu um capítulo inteiro, cheio de maravilhosos ensinamentos de Amor e Sabedoria Divinos. No dia seguinte, o mesmo --- um capítulo após outro. Podia ele se esquivar dessa Voz maravilhosa? --- Não! --- Mas, e o emprego em Trieste? O convocado porém resistiu à tentação. Renunciou à oferta sedutora e dedicou-se pelo resto da vida --- 25 anos --- a servir à Voz misteriosa, como humilde servo-escrivão do Senhor.

Externamente, Lorber levava uma vida bastante penosa; sustentava-se dando lições de música e afinando pianos. Com a idade avançada, sua saúde fraquejou; amigos deram-lhe então o necessário amparo. E em 24 de agosto de 1864, o servo-escrivão de Deus fechou seus olhos em paz para este mundo.

O legado espiritual deixado por Lorber é uma gigantesca obra de cerca de dez mil páginas impressas, revelando inúmeros segredos da Criação de Deus e da Vida no Além, bem como os pormenores da Vida e Doutrina de Jesus, sendo a Obra principal, a coroação de todas as outras, o “Grande Evangelho de João”, em dez volumes. Ao lado da Bíblia, o mundo não possui obra mais importante!

 

 

LEOPOLDO ENGEL

 

Com o falecimento de Jacob Lorber, em 1864, sua obra principal, "O Grande Evangelho de João", ficou incompleta. Somente vinte e sete anos mais tarde, foi terminada por outro personagem.  Em 1891, Leopoldo Engel recebeu a chamada de finalizar a obra e executou essa tarefa, com interrupções, até o ano 1893.

Muitas vezes foi afirmado que todas as mensagens dadas pela palavra interna, sempre se adaptam à capacidade de impressão e ao ambiente de conhecimento dos médiuns.  Portanto, não é de estranhar que o estilo do último volume divirja de Lorber.  Não existe ritmo fixo e constantemente repetido na expressão das mensagens do Alto, e sim apenas uma adaptação às capacidades do instrumento.  Tudo depende do espírito que brota das palavras, enquanto a forma mais ou menos perfeita não tem importância.

Alguns dados biográficos do autor ainda vivo (1923) serão de interesse comum.  Já aos onze anos, Engel tornou-se conhecedor das obras de Lorber, através de seu pai, através de seu pai, chegando a conhecer de passagem, em Dresde, o primeiro editor, João Busch. Nunca, porém, teve o menor pensamento de ser ele próprio escolhido para escritor.  Conquanto fosse inclinado à fé, era igual aos outros companheiros.  A boa educação escolar em Dresde, de modo algum foi propícia a uma tendência mística.  As ciências naturais pelas quais demonstrava peculiar interesse, em nossas escolas  não assumem  posição amistosa frente à mística.  Seu pai, ótimo violinista que, sob a regência do Imperador Nikolau, era mestre de concerto no Teatro Imperial em Petersburgo, com direito à pensão, não exercia coação ou forte influência nas convicções do filho. De sorte que a vida interior do jovem se desenvolveu independentemente, às vezes vacilante e nem sempre pietista, antes mundana. No fundo do coração, alimentava um santuário que procurava ocultar, não permitindo fosse tocado por ateístas e zombadores: a fé incondicional na Individualidade Divina do Cristo.

Aos vinte e dois anos, Engel dedicou-se ao palco. Tornou-se ator e conseguiu importantes êxitos em vários teatros. Precisamente o palco lhe fornecia conhecimento humano, levando-o a conhecer caracteres e ambientes valiosos no desenvolvimento do próprio caráter.

Por especial coincidência, Engel teve oportunidade de conhecer o sonambulismo na casa paterna, quando passava as férias com os genitores, e um ano mais tarde, um amigo o  ajudou a se tornar médium. Isto foi em 1887, e a partir dali, desenvolveu-se a palavra interior, sem prejuízo da atividade no teatro.

Essa carreira não o satisfazia.  Procurava outra ocupação que não exigisse constante mudança de residência, sem ter sorte, pois sempre tinha que voltar ao teatro. Somente no ano de 1898 pôde voltar definitivamente as costas ao palco. Durante sua permanência na Rússia, Engel descobriu certa inclinação para escritor e, através de algumas  relações, desenvolveu-se a ponto de lhe facultar modesta subsistência.

A maneira pela qual recebeu a chamada para finalizar "O Grande Evangelho", ele pessoalmente relata como segue: "Com um amigo espiritualista eu havia combinado de ajudá-lo em seus negócios, terminar e talvez melhorar uma invenção feita por ele. Após certo tempo, me via atormentado pelo pensamento cada vez mais forte, de ser eu capaz de escrever o final da obra de Lorber.  Afastei a idéia que me parecia fantástica e irreal.  Como, justamente eu, deveria receber tamanha Graça?  De maneira alguma me sentia digno de tanto. A pressão interior aumentava diariamente, de sorte que  inteirei o meu amigo, inclusive  de minha opinião, de apenas produzir coisa errônea.  Ele balançou a cabeça e disse secamente: Se fosse tu, eu escreveria. Certamente perceberemos se vale a pena guardar, ou atirar à cesta de papel.

Ele me encorajou e eu segui o seu conselho. O resultado pode ser lido por todos no último volume. Diariamente, ia sendo anotado certo trecho, pequeno, que me vinha claro e nítido, e ao qual eu não era capaz de acrescentar uma palavra sequer quando tinha escrito a última frase. Nunca fora preciso reler o assunto anterior. Inútil era qualquer preocupação a respeito do seguinte trecho. Quando fazia uma tentativa neste sentido, não concordava com o tema anterior. Procurei igualmente resistir ao impulso de escrever, que sempre se manifestava pela nove horas da manhã. Tal era impossível, para grande divertimento de meu amigo que me observava. Uma força estranha me obrigava a sentar à escrivaninha.

Dissabores me obrigaram a deixar Leipzig e voltar a Dresde. As mensagens foram interrompidas. Na primavera de 1892 continuaram, para novamente sofrerem interrupções porque fui obrigado a aceitar emprego no teatro.

Pilsen foi meu novo destino. Lá surgiu a pressão interior para escrever, sem preparo. Todavia não se tratava da continuação, mas do "Catecismo da Teosofia Alemã", que pela primeira vez resume os ensinos de Lorber.  Em 1893, finalmente, terminou a mensagem do último volume, em Dresde.

Muitas vezes fui perguntado como se manifesta a voz interna, e respondo: Distingo nitidamente três frases. Primeiro, surge aquilo que brota de meu eu, como produto de meu conhecimento ou fantasia. Se posteriormente releio o artigo, ainda que vários anos mais tarde, reconheço o resultado de meu trabalho. Não me será estranho.

A Segunda espécie é simples inspiração, transmissão de pensamentos de outras esferas.  Não são palavras, mas pensamentos que me vêm, e que sou obrigado a expressar.  O resultado é em parte posse minha, mas não sou capaz de realizar algo aproveitável.  Disposição, calma e equilíbrio interno fazem parte do sucesso.  Perturbações interrompem imediatamente o trabalho, no qual facilmente podem imiscuir-se pensamentos próprios, capazes de mistificar a inspiração, havendo fértil fantasia.  Prudência e autocrítica são indispensáveis nesse estado.  Espíritos zombeteiros exercem sua influência fazendo da tolice, método.  Posterior leitura soa estranha e causa admiração, todavia há certas recordações a respeito.

            A terceira espécie é às vezes enigmática à própria razão. Pode surgir a mencionada coação, mas também se poderá fazer sentir, após pedido ao Alto, a sensação perfeita de um orador interior, como se a pessoa procurasse relembrar uma palestra havida com amigo. Dá-se um diálogo. Pergunta e resposta, explicação nítida de coisas desconhecidas e que -- prova característica -- facilmente desaparecem, pois pensamentos próprios podem ser relembrados.

Neste e no segundo estado, psicografia é prova de força estranha. O assunto desaparece da memória do psicógrafo, a ponto de ser obrigado a ler com muita atenção, para assimilar o conteúdo. Geralmente, não lhe parecem mensagens genuínas de sua autoria. Isto não se dando, aceito no mínimo uma mescla com idéias próprias, quer dizer, a segunda fase se apresenta com nitidez. Somente severa autocrítica e máxima neutralidade levam a mensagens do Verbo verdadeiro”.

A essas explicações nada temos a acrescentar. A atividade de Engel não estacionou, sendo sua tarefa principal a redação de assuntos que transmitem as Verdades da “Nova Luz”, em ambientes mundanos.  Isso provam seus últimos “Raios luminosos”, “Força do Verbo” e “Judas Iscariotes”.

 

Bietigheim, Wuerttenberg / Alemanha, fevereiro, 1923

 

Os editores: Otto Zluhan e Walter Patenge

 

 

GOTTFRIED MAYERHOFER

 

Gottfried Mayerhofer nasceu em Munique em 1807, de família conceituada. Tornou-se oficial do exército grego, casou-se em Atenas com a filha de grande industrial e viveu finalmente em Trieste, em boa situação.  Ali conheceu as obras de Jacob Lorber e tornou-se adepto entusiasmado.

Através de suas contribuições financeiras, fora possível a edição do “Grande Evangelho”  e de outras obras da “Nova Revelação”.

Em idade avançada, ele mesmo recebeu o dom da Palavra Interna, podendo esclarecer vários problemas da Criação, da Vida e do Caminho da Salvação e, principalmente, o intercâmbio com o mundo espiritual.

A mais bela e mais importante obra do Gottfried Mayerhofer é o livro das “Prédicas do Senhor”, que constitui um incentivo espiritual para muitas pessoas no mundo inteiro.

Na sexta-feira da Paixão de 1877, ele voltou ao mundo dos espíritos, do qual nos forneceu tantas mensagens.

 

 

JOHANNA LADNER (HANNE LADNER)

 

Uma simples mulher do povo permitiu que o Amor de Deus viesse se expandir com palavras confortadoras e ensinamentos. Tais palavras no início se destinavam primeiro a um grupo pequeno dos amigos das Luzes Divinas, espargidas pelo grande vidente Jacob Lorber. Mas a sabedoria de Amor que penetrava nos corações por estas simples Cartas do Pai as tornou em breve um verdadeiro Dom do povo, uma fonte de consolo, de ensinamento, de conforto para muitos que desejavam uma união direta com o Coração de Deus, nosso PAI JESUS.

Johanna Ladner, mensageira destas Cartas, viveu de 1824 a 1886 em Württemberg.  Durante muitos anos ela foi dirigente de um hospital do grande amigo humanitário G.W.  Mais tarde ela se tornou ativa como parteira e enfermeira, e prestou todas as forças de sua alma misericordiosa a serviço do próximo.  Em idade avançada mudou-se para Bietigheim, Wuerttenberg, lá conheceu o antigo dirigente da Editora Lorber. Compenetrada das Verdades celestes e do Espírito do Amor das suas revelações, entregou-se com todas as suas forças a serviço dessa Luz.

Como o Próprio Senhor prometeu: “Quem mantém Meus Mandamentos de humildade, a este Eu Me revelarei!” --- assim aconteceu que também no coração desta simples criatura se fizesse ouvir a Voz do Espírito Santo. Geralmente, isto acontecia à noite, que finalizava uma tarefa muito penosa e cansativa. Então ela se entregava ao Amor do Pai Celeste, que lhe dava estas Cartas segundo a compreensão intelectual no seu coração.  Possa a Luz destas revelações memoráveis mostrar o caminho de humildade e amor ativo a muitas criaturas para chegarem à Casa do Pai e a uma vida eterna e bem-aventurada em Deus!

 

 

MAX SELTMANN

 

Max Seltmann nasceu em 1882 na Saxônia e era ferroviário de profissão.  Os dados seguintes são tirados de cartas de Max Seltmann de 1960 a 1964.

Aos 33 anos recebeu a Graça de ser curado de seus terríveis vícios de fumo, maldição, baralho, irascibilidade, transformando-o de homem perdido em um verdadeiro discípulo.

 Numa carta de 1960, Seltmann conta que em 1928, quando tinha 50 anos, Jesus, o Filho do Homem, tornou-se o centro de seus pensamentos. No mesmo ano, começou a ver desenrolarem-se, como num filme, cenas da Vida de Jesus que no início se repetiram até que ele passou a anotá-las num intervalo de seu serviço noturno como empregado ferroviário.  Mal acabara de escrever, seguiram-se novas imagens que ficaram na sua vida interna, até que as anotou também, sempre ouvindo, ao mesmo tempo, a descrição do que via em cores maravilhosas.

Assim, encheram-se muitos cadernos, mas boa parte se perdeu numa busca feita em sua casa durante a era do nazismo, quando uma das suas filhas, cega e imbecil, foi morta pelas leis então em vigor.  Mas ele teve os sentidos abertos e pôde ver as almas dos que passaram para o outro lado, e ficou feliz em poder assim presenciar o desenvolvimento da própria filha no mundo dos espíritos, até ela chegar à perfeição, o que levou dois anos e meio.

Acusado de ser Testemunha de Jehovah, Seltmann, então com 70 anos, teve que fugir de sua casa e família na Alemanha Oriental, encontrando um refúgio na Alemanha Ocidental, perto de Bietigheim, onde a Editora das Obras de Lorber tem sua sede.  Em 28/6/1972, pouco antes de completar seu 91.o ano de vida, Max Seltmann voltou em Neckarwestheim / Württemberg à sua pátria espiritual.

Seus primeiros escritos foram publicados em Berlim por um círculo de amigos.  Após a Segunda Guerra Mundial, a Editora Lorber, em Bietigheim, se incumbiu de novas edições.

As “CENAS” descritas por Seltmann nos revelam muitos detalhes da Vida de Jesus que não foram incluídos nos Evangelhos bíblicos, nem no Grande Evangelho de João recebido por Lorber.  Referem-se, na primeira parte, aos últimos anos de preparação de Jesus para o começo de Sua Doutrinação; após, ao tempo desde Sua Crucificação, Morte e Ressurreição, desde o Gólgota até o Pentencostes, onde participamos, com profunda emoção, ao convívio do Ressurrecto com Seus seguidores e amigos, marcado pela indescritível vibração de Amor Divino do Próprio Jesus.  Uma segunda parte, finalmente, relata sobre a vida e o crescimento das primeiras comunidades cristãs, sobre o destino de Judas, a preparação de João Batista e, em particular, sobre a vida e a atividade do apóstolo João, o “Discípulo Amado”, até sua morte.  O último caderno relata sobre a filha de Seltmann no Além.

 

 

ANTONIA GROSSHEIM

 

Antonia Grossheim, uma respeitável dona de casa em Graz, conhecia Jakob Lorber muito bem.  Como este vivia desprovido de bens materiais, porque todo dedicado à sua vocação espiritual, ela lhe prestava muitas vezes uma ajuda.  Não raramente estava também presente, juntamente com outros amigos, quando Lorber recebia seus ditados pela voz interna.  Mas como não era crédula, examinou, no início, várias vezes sua mesa e armário para ver se ele de fato não usava nenhum livro como fonte das revelações recebidas.  Mas, não encontrando nada além da  Bíblia, teve de convencer-se de sua origem puramente espiritual, tornando-se fiel partidária e prestando testemunho de suas observações ao cronista da vida de Lorber, Karl Gottfried Ritter von Leitner.

No ano de 1863, Antonia Grossheim recebeu, pela voz interna, “As sete Palavras de Jesus na  Cruz”, aqui apresentadas em português.  Lemos no Evangelho de João, 14,21: “Aquele que tem os Meus Mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele”.

 

 

OUTRAS REVELAÇÕES E ALGO SOBRE AQUELES QUE AS RECEBERAM:

 

“OS SETE SACRAMENTOS” –  recebido por MARY KARADJA

Revelação recebida pela princesa Mary Karadja, em Locarno/Suíça, trazendo à humanidade um ensinamento inédito, despretensioso, porém de profundo saber.  O livreto chegou às nossas mãos através da fundadora das obras da Nova Revelação em Bietigheim, Alemanha, em 1950, sem a menor referência quanto à princesa, totalmente desconhecida e que, segundo nos parece, publicou seu trabalho excepcionalmente por conta própria.  A análise feita a cada Sacramento dispensa qualquer comentário, pois não deixa a menor dúvida quanto a sua Origem Divina.  O Senhor - em Sua Infinita Misericórdia – houve por bem esclarecer o mundo num problema ate’ hoje incompreendido e deturpado.  Sua divulgação e aceitação pelos dirigentes políticos, sociais e religiosos redundariam numa transformação à última hora, pois o prenúncio de um cataclismo no Final dos Tempos não só atingira’ os que crerem na Vida Eterna e na Salvação verdadeira pelo Cristo renascido em nós.

 

Rio de Janeiro, RJ, novembro 1951.

 

 Yolanda Linau                                            tradutora alemão / português

 

“PRÉDICA DE ADVERTÊNCIA” – recebida mediunicamente em Dobeln/ Saxônia, por OTTO MULLER.

 

 “O DECÁLOGO” – recebido por A. HEDWIG

Revelação recebida entre dezembro de 1902 e janeiro de 1903, elucidando o real sentido de cada Mandamento.

 

“CORRESPONDENCIA ENTRE JESUS E ABGARUS” – Cartas trocadas entre Jesus e Abgarus, rei de Edessa.

O primeiro relato idôneo sobre esta correspondência encontra-se na grande obra principal do pai da Historia da Igreja, Euzébius, que viveu no inicio do século IV, como bispo de Cesáreia, na Palestina (morto em 340 D.C.).

Ele relata ter encontrado, pessoalmente, na compilação de documentos reais de Edessa (Mesopotâmia), uma correspondência entre Abgarus Ukkama e Jesus, e inicia sua obra histórica com a primeira carta, inclusive a resposta do Senhor.  Este rei pagão foi acometido de lepra durante uma viagem pacificadora na Pérsia, moléstia que lhe provocou paralisia de ambas as pernas.  

Nos séculos posteriores, esta correspondência foi declarada apócrifa por parte dos patriarcas de Alexandria e Romã, não obstante o testemunho indubitável do grande e conceituado Euzébius.  O testemunho dele é confirmado por um pesquisador da historia da igreja, que dizia: Ele sobrepujou, na pesquisa e dedicação, todos os professores da Igreja, de sorte que devemos a ele quantidade de trechos de valor inestimável de escritos perdidos da era pagã e cristã.

Como prova especial de uma ligação entre Edessa e Jesus, pose-se mencionar o fato de que naquele pequeno principado da mesopotâmia o cristianismo encontrou a primeira legalização governamental, pois lá, desde o ano 170, um príncipe cristão chamado Abgar Bar Mand mandou cunhar o sinal da cruz em suas moedas.

 A correspondência entre Jesus e Abgarus Ukkama é bem conhecida até o dia de hoje nas igrejas cristãs da Mesopotâmia e nos paises vizinhos da Armênia.  Estes trechos foram levados como documentos santos para o Ocidente.  Segundo relatos de religiosos ingleses, seguidamente foram expostos pela classe mais simples, em suas habitações, juntamente com um quadro do Senhor, pois também lá se veneravam essas cartas como Palavras de Deus, conforme-se faz com a Bíblia.


VÍDEO SOBRE LORBER (Parte 1 de 5):



VÍDEO SOBRE LORBER (Parte 2 de 5):



VÍDEO SOBRE LORBER (Parte 3 de 5):



VÍDEO SOBRE LORBER (Parte 4 de 5):



VÍDEO SOBRE LORBER (Parte 5 de 5):

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